Empresa fechou acordo com Aiko e Celestica para produção local de terminais e modems USB
A ZTE planeja investir pelo menos US$ 5 milhões até o final deste ano para promover a marca da empresa em celulares no Brasil. O fabricante fechou contrato com a Aiko e com a Celestica para a produção local terceirizada de celulares e modems USB para terceira geração. “Optamos por dois fabricantes justamente para distribuir a demanda”, informou o CEO da ZTE no Brasil, Eliandro Ávila, que está otimista com a perspectiva de venda dos produtos. Ele estima a venda de 1,5 milhão a 2 milhões de dispositivos este ano, entre celulares e modems. Os primeiros modems de fabricação local já estão no mercado e a previsão é de que os terminais móveis cheguem no segundo semestre.
No primeiro momento serão vendidos dois modelos de segunda geração com a marca ZTE, um slider low end e um touch screen de médio custo. “Os modelos 3G devem chegar no quarto trimestre”, disse ele.
Até agora, a ZTE estava presente no mercado brasileiro de celulares apenas com a tecnologia chinesa, uma vez que os produtos eram vendidos sob a marca Aiko, controlada pela Evadin. “Vamos investir na marca própria no Brasil”, disse Yuan Lie, presidente da ZTE Brasil. Segundo ele, a empresa está montando um departamento de marketing no país especialmente para desenvolver a marca ZTE junto ao grande público. “A partir de agosto/setembro o brasileiro verá a marca ZTE na TV, em revistas e jornais”, assegurou ele, destacando que os US$ 5 milhões envolvem apenas o começo do trabalho da ZTE em marketing de massa.
A ZTE é a sexta maior fabricante de celulares do mundo, segundo Xiang Wang, vice-presidente da ZTE Corporation. Ele destacou que a fabricante sempre foi conhecida pela venda em grandes volumes de celulares mais baratos, mas o foco, agora, está migrando para modelos mais sofisticados. Para atender a esse público, mais preocupado com marca e design, a ZTE criou este ano na China uma design house voltada exclusivamente para terminais móveis.
Sobre uma possível aquisição da divisão de celulares da Motorola pela ZTE, Wang desconversou, embora reconheça que as duas companhias têm um relacionamento muito próximo e trabalham em conjunto para uma série de produtos. “Mas não há como se falar em fusão”, disse ele.